Outro nevoeiro

Tere Penhabe

Senti temor ao ver aquela estrada,
No denso nevoeiro que a cobria,
Minha alma triste quis ficar calada,
Porque a lembrança tanto lhe doía!

A vida é muito pouco, quase nada...
E mesmo assim é feita de magia,
Retalhos de esperança partilhada,
Sonhos de amor cantados em poesia.

E de repente tudo é de cristal,
Nosso passado não chega ao futuro,
Fazendo-se em pedaços no caminho...

Um nevoeiro que foi magistral,
(Porque encontrou em vez da ponte, um muro.)
Morre num verso que ficou sozinho...

Santos, 02.03.2009
www.amoremversoeprosa.com
 

* * *

(Continuação da poesia escrita há um ano atrás...)

No nevoeiro

Tere Penhabe
 
Perdida na neblina, forte e densa...
Porém,  não se perdeu meu pensamento.
Pois quanto mais distante, mais se pensa,
Alguém que não se esquece um só momento!
 
Ousei sonhar... (que estava tão propensa!).
Dormindo e acordada, um sonho lento,
Nostalgia a me envolver,  suave e imensa,
Levou-me para as nuvens, como o vento.
 
Procurei uma ilusão no nevoeiro,
Como se eu fosse, a tão doce menina,
Que se perdeu no ar, em algum lugar...
 
Após o que viveu, não quer se achar...
Amar é ver de novo o sol nascer,
Em meio à espessa névoa, sem querer!
 
Santos, 05.02.2008
 www.amoremversoeprosa.com


Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude