PASSEANDO COM OS SONHOS
Levei
meus sonhos, num rol de poetas
colheita da cura para as nossas
dores.
Vagamos pela noite
que afia a fina foice no corpo de
alguém
caímos na eclusa que capta a chuva
de mil corações espalhados
no chão.
Vimos o ourives lapidando palavras
do olhar de alguém,
a
semeadura num ato de amor
onde colhe o gozo todo
sonhador.
Relembramos a pesca, de tempos passados
onde as esperanças
inda eram meninas
não imaginavam tampouco esperavam
que terminariam
sonho malogrado.
E a menina triste, vivendo o passado
canta uma
canção para o seu amado
que vontade tivemos, de lhe acordar
dizer
que o presente é o seu lugar...
No Plasma das Palavras
deitamos
nossa mente
colhemos sementes
ficamos felizes, engolindo
palavras
silenciosamente, os sonhos na mão...
Chegamos aos Versos
tortos
de quanta magia
envolventes, piedosos
apaixonantes como a
maresia,
sentimos que a dor, partia sem rumo
procurando outro
peito
para se abrigar.
Que vontade sentimos, eu e os sonhos
meus
de ficar para sempre
lendo poesias...
Tere
Penhabe
Santos, 19/04/2005_6:59
hs