Pouco importa a
dor...
Tere
Penhabe
Esqueceste o que nunca
esquecerei!
A ventura e alegria que
vivemos...
Manhãs de primavera
gloriosas,
Abrindo os dias, nossas doces
prosas,
Com a ternura toda que
tivemos.
Maior, agora eu sei, jamais
terei!
A vida era uma rica
passarela,
Por onde desfilavam as
magias,
Entre elas, teu sorriso mais
bonito,
Com o qual anulava qualquer
grito,
Que pudesse rondar os nossos
dias,
E os pássaros cantavam na
janela.
As borboletas
multicoloridas,
Inundavam os nossos sonhos
lindos,
Que caminhavam juntos, de mãos
dadas,
Por entre as trilhas ricas de
floradas.
Que infestam o destino dos
bem-vindos,
Nos quais, as mágoas são
absolvidas.
Quantas promessas, nossa
vida fez!
Na cor do sol, do mar, da
ventania,
Na nuvem branca, tão
descabelada,
Naquela onda valente
derramada,
Na areia quente envolta em
maresia.
E a dor que veio a tudo isso
desfez...
Mas pouco importa a dor que
nos atenta,
É somente inquilina do
passado,
Mas não detém nenhuma
propriedade,
Sobre o que foi, de fato,
realidade,
E que merece ser por nós,
lembrado.
A dor, na vida, é cascavel
sedenta...
Com ela, seca a fonte
cristalina,
O jorro doce de água
refrescante,
Que verte generoso em nossas
almas,
Fazendo com que todas batam
palmas,
Mesmo que o sol se encontre
causticante...
Pois redenção é bem que à alma
alucina.
Mas esqueceste e eu não
esquecerei...
Ainda que mais mil vidas eu
viver,
Terei no peito a marca da
esperança,
Desenho feito por uma
lembrança,
De alguém que um dia vim a
conhecer,
E me ensinou que o amor é minha
lei!
Todos os créditos a quem de
direito.
Imagens da
Internet