Predestinação
(Tere
Penhabe)
Às vezes temos
rosas.
Outras vezes,
espinhos...
O perfume
permanece,
mesmo
depois,
quando mais
nada acontece,
quando a dor
já tomou conta,
da alma em
pleno deserto,
meio perdida,
calada...
surda e
sisuda.
E permanece o
jardim,
as veredas
coloridas,
tantas escadas
sem fim...
Nada mais que
miragens!
Na memória não
se apagam,
por mais que o
tempo, carrasco
leve para
longe, o abraço,
de quem foi o
nosso amor!
De quem viveu
no quintal,
da nossa
expectativa,
e de forma
artesanal,
trabalhou as
esperanças...
Uma a uma...
lentamente...
E tão
preciosamente!
Resultando em
obra prima,
o nosso sonho
dourado!
Que depois, já
malogrado,
parte sem
dizer adeus,
deixando-nos
tanto espinho!
Na solidão,
sem carinho...
O silêncio
impertinente,
teimosamente a
reinar...
É a
vida...
Na constante
tentativa
que fazemos,
de mudar...
o que foi
predestinado,
algum
dia...
em algum
lugar...
Santos,
008/06/2009
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