Recado
(Tere Penhabe)
 
Sim, eu sei, meu amor...
És fruto da minha imaginação,
Colhido nos campos floridos da poesia,
Nas árvores do tempo... a destempo...
Fugindo a todo regulamento
Por isso é preciso silenciar.
 
E  nas minhas andanças,
Sei onde te encontrar,
Mas não posso te procurar,
Porque me falta  coragem,
E se coragem faltar,
É porque falta merecimento...
Simples assim!
 
Então vai... vai sem mim,
E arranque da vida,
O teu quinhão de felicidade,
Mesmo que seja num faz-de-conta,
De grande ou pequena monta, não importa.
O importante é ser feliz,
E sabes que pode, como eu sempre quis,
Vê-lo feliz... Vê-lo muito feliz!
 
Não olhes para trás, não vale a pena.
Eu vou ficar, que a pena é minha,
Não deves pagar.
 
Quem sabe um dia, em algum lugar
a gente se encontra...
E então me sorrirás...
E eu te sorrirei,
Soltando da garganta,
Aquele grito sufocado,
Porque a dor era tanta,
E ele não quis sair...
 
Então virás correndo me abraçar,
E ficaremos assim...
Juntinhos...
Até o fim!
 
Santos, 20.09.2008
www.amoremversoeprosa.com
 
Todos os créditos a quem de direito.
Arte Vera Jarude.

 

Voltar