Soneto XXXVIII
Verso prometido
(Tere Penhabe)

Por que desse silêncio que castiga?
Somam-se agora séculos de paz!
Torna-se então, quase esquecida, antiga,
A espera. E lentamente se desfaz.
 
Que a saudade não mata... Há quem diga.
Decerto um mentiroso contumaz...
Num peito onde a esperança é uma mendiga,
A morte pouco importa, tanto faz.
 
Eu vou revendo como num desfile,
Os tempos tão felizes que vivemos,
A declamar os versos que escrevemos...
 
E antes que a loucura me aniquile,
Eu te vejo chegando, entristecido
Para trazer-me o verso prometido!
 

Santos,12/08/2009

 ,  

 
 
www.amoremversoeprosa.com

 

 

 
 
 
 
Todos os créditos a quem de direito.

Tutorial: Denise Worich

Tube: Luz Cristina

 
 

 

 

Voltar