Tese sobre o amor
 
Tere Penhabe
 
O amor, essa avalanche de quimeras,
Que deixa cego, surdo, mudo e tonto...
Mal incurável desde antigas eras,
Nada mais é do que simples confronto...
 
Dentro de nós,  por nossas próprias feras.
Litígio que ao pensar-se que está pronto,
Mal começou a abrir suas crateras,
Traçando as linhas duras desse conto.
 
Pois o confronto que finda em empate,
E que parece ser final feliz.
É só mero deslize da razão.
 
Porque o final feliz para esse embate,
Vê-se no amor enquanto ele é aprendiz,
Que sendo sábio torna-se ilusão.
 
 
Santos, 22/11/2008

 

Todos os créditos a quem de direito.
Formatada com carinho.
Vera Jarude.
 

 

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