Trilogia: Histórias do coração
(Tere Penhabe)
 
I
 
 
Eu nunca soube como ali chegou,
Ou se passava quando já partia,
Nada de mim, jamais me perguntou,
E dele o que eu queria,  já sabia.
 
Eu via que por mim se apaixonou,
E de paixão, meu corpo estremecia!
Nenhum casal no mundo já trocou,
Ardentes beijos como os que se via.
 
O sol, quando nascia era um senhor,
Que vinha o nosso amor, abençoar,
A natureza dando-nos louvor...
 
Nem antes nem depois senti  poder,
Como esse, que me deu, o verbo amar,
Coragem tomou conta do meu ser.
 
 
II
 
 
Aquele doce olhar não olvidarei,
Se séculos e séculos, viver,
Que seja assim, jamais eu poderei,
Sequer tentar, um dia, me esquecer...
 
É minha luz, sei que sempre terei,
Para o meu próprio olhar, abastecer,
Ela é que determina o que serei,
Mesmo que nada mais eu possa ver.
 
Vivemos dias de intenso prazer!
Felicidade... na palma da mão,
A semear-nos grande bem querer.
 
Batia forte e tenso, o coração,
Querendo me avisar: - Tem dó de mim...
Que essa paixão bem pode ser meu fim.
 
 
 
III
 
 
Durante muito tempo foi assim...
As horas em seresta prazerosa!
O mundo dedicado todo a mim,
A vida nunca foi tão venturosa.
 
Minha alma pressentiu um dia, o fim...
Negou-se a se tornar lamuriosa,
Abraçou-se ao seu sonho de cetim,
Vergada ao cetro da sina maldosa.
 
Ele partiu sem nada me dizer.
Seguiu em frente, lento, caminhando,
O nosso amor, na estrada ia espalhando...
 
Meus olhos ainda insistem em verter,
O pranto causticante desse adeus,
Que banha tão cruel, os dias meus!
 
 
 
Santos,  18.09.2008
www.amoremversoeprosa.com
 
 
Obrigada Vera, pela inspiração através dessa arte do meu filme preferido.

Todos os créditos a quem de direito.

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