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Do outro lado do
caminho
Feliz por
constatar
Que não estava
sozinho
Do outro lado do
caminho
Havia alguém a me
acenar
Aproximar-me, cadê
coragem?
Tudo parecia tão
passageiro
Que, contidos os
exageros
Tinha nuance de
miragem!
Não acreditar no que
vemos!
Na vida muitas vezes é
assim:
Uma incerteza sem
fim
Por isso, merecemos o que
temos:
Tu, a
alegria
Eu, a
nostalgia
Tu, os arroubos da
emoção
Eu, o recato da
solidão...
Melhor então seguir
adiante
Ainda que andando em
paralelas
Lado a lado, à sombra
daquela
Que fez de cada
instante
Mais que uma
lembrança
Uma doce
procura
Um rastro de
ternura
Pelo caminho da
esperança!
Walter Pereira
Pimentel
25.04.11
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